O ‘negócio’ da vez é roubar café

Alta nos preços coloca plantações de café na mira de criminosos.

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Brasil – A disparada no preço do café reacendeu o alerta no campo. Agricultores do Sudeste denunciam invasões em lavouras, galhos carregados sendo cortados e grãos levados por criminosos. No Paraná, a Federação da Agricultura (Faep) já pediu reforço da Polícia Militar durante a colheita, que ocorre entre junho e agosto.

A escalada no valor da saca — que já chegou a R$ 2,7 mil em fevereiro e segue cotada a R$ 2,5 mil — elevou o risco de furtos. Segundo o IBGE, o café moído subiu 80% em um ano. O cenário é resultado de uma oferta global reduzida, secas no Vietnã e na Colômbia, variações cambiais e especulação internacional.

Lavouras vulneráveis e criminosos mais tecnológicos

De acordo com Ricardo Schneider, presidente do CCC-MG, as lavouras são os alvos preferenciais. Com grande movimento de pessoas durante a colheita, o risco aumenta. “Tem café em secador, no terreiro, esperando transporte. Isso atrai criminosos atrás de lucro rápido e pouco risco”, afirma.

Associações do Sul de Minas passaram a contratar segurança privada para áreas de grande porte. Em São Paulo e Minas, há relatos de uso de drones por criminosos para mapear plantações antes dos furtos. A Cocapec, que representa produtores de 20 municípios, recomenda que qualquer suspeita seja imediatamente comunicada à polícia.

Estados reagem com cartilhas, patrulhas e cadastro rural

No Espírito Santo, a Polícia Civil intensificou ações nas áreas produtoras de café e pimenta-do-reino. No Paraná, além do pedido de reforço policial, foi lançada uma cartilha com orientações práticas de segurança no campo.

A Faep também incentiva o cadastro de propriedades na Patrulha Rural, que saltou de 12 mil para 23 mil fazendas em um ano. A proposta é garantir resposta rápida em caso de ocorrências. “Não podemos esperar o crime se espalhar. O produtor tem que estar alerta desde já”, orienta Bruno Vizioli, do departamento técnico da Faep.

A polícia e o setor produtivo reforçam o apelo: qualquer movimentação estranha deve ser comunicada ao sindicato rural ou à PM. (Gazeta do Povo)

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