(por Denilson Cortes)
Em julho de 2011 estive em Nova Petrópolis e em conversa com Luiz Irineu Schenkel, prefeito na época, comentei sobre o crescimento de seu município, pois embora numa região turística, o desenvolvimento se deu por causa das malharias e da gigante Azaleia, que emprega mais de mil. Irineu disse que nossa região precisava de indústrias, mas que em menos de cinco anos íamos começar a recusar empresas, de tantas que iriam querer vir. Surpreso, perguntei como: e vejam o que o prefeito falou: “Aqui, os salários na Azaleia e outras fábricas da região giram entre 900 e mil e 400 reais. Por este valor, não se consegue mais ninguém pra trabalhar com calçados. Na tua região, poucos ganham um salário desses.”
Quase lá
Dois anos se passaram e há pouco o prefeito Júlio Ruivo me contou que sete empresas calçadistas querem se instalar na região chamada de área de fronteira (até 150 km da Argentina ou Uruguai). “São indústrias fortes, não estas que chegam e quebram logo,” disse-me ele. A prefeitura já fez a sua parte, oferecendo um pavilhão para a instalação e isenção dos impostos previstos em lei. Falta apenas um detalhe: as fábricas querem a redução do ICMS de 17 para 12%, mesma solicitação dos empresários que estiveram em Porto Alegre há poucos dias. Como os vereadores do PT santiaguense e os deputados que se dizem representantes da região devem estar pressionando o governador para aprovar, é certo que em breve teremos boas notícias.


