O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, acatou pedido do senador Flávio Bolsonaro e suspendeu a investigação do Ministério Público contra Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio. A decisão é uma liminar, isto é, foi tomada em caráter provisório e deverá ser analisada pelo relator da reclamação, ministro Marco Aurélio Mello, em 1º de fevereiro.
A decisão acontece dois dias após o procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem, dizer que Queiroz poderia ser denunciado mesmo sem depor no inquérito (ele já faltou duas vezes a depoimentos, em razão de tratamento médico)
Flávio quer a anulação das provas
O senador Flávio alegou ter foro privilegiado e pediu a anulação das provas do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), afirmando que as informações estariam protegidas pelo sigilo bancário e fiscal e só poderiam ser obtidas pelo Ministério Público com base em decisão judicial.
Fux aceitou considerou que como Flávio Bolsonaro passou a ter foro privilegiado no STF como senador, caberá ao Supremo decidir sobre em qual instância deverá correr o processo.
FORO É PORCARIA, disse o atual presidente
Há poucas semanas, o presidente Bolsonaro disse “aquele que por ventura tenha feito algo errado, que pague”. E em 2017, ele chamou o foro de porcaria: “Eu não quero essa porcaria”, afirmou o ex-deputado federal Jair Bolsonaro em um vídeo sobre o foro privilegiado, publicado em setembro de 2017, no canal de Flávio Bolsonaro.



