Servidor afastado é investigado por importunação sexual e suspeito de abusar de menores

O caso mais recente aconteceu na Biblioteca Municipal. No dia 4 de julho, uma adolescente de 16 anos relatou que estava trocando de roupa no vestiário quando o servidor entrou, tentou agarrá-la, beijá-la e tocou suas partes íntimas.

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Passo Fundo, RS – Um servidor público, de 49 anos, está sendo investigado por três denúncias de abuso sexual contra menores. Ele é concursado da Secretaria de Educação e foi afastado do cargo no início de julho, logo após a primeira denúncia ser registrada.

O caso mais recente aconteceu na Biblioteca Municipal. No dia 4 de julho, uma adolescente de 16 anos relatou que estava trocando de roupa no vestiário quando o servidor entrou, tentou agarrá-la, beijá-la e tocou suas partes íntimas. A denúncia foi feita pelo pai da jovem.

Segundo o delegado, responsável pelo caso, existem mais duas denúncias contra o mesmo homem. Uma teria ocorrido em 2024, em uma escola onde ele trabalhava, e a outra no dia 7 de julho deste ano, em um ambiente familiar, envolvendo uma criança. Essas duas ocorrências estão sendo investigadas como estupro de vulnerável.

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do servidor duas vezes, com apoio do Ministério Público. No entanto, a Justiça negou ambos os pedidos. O Ministério Público recorreu e aguarda decisão.


Servidor já havia sido denunciado em 2024

Em abril de 2024, o homem já tinha sido alvo de uma denúncia parecida. Na ocasião, a prefeitura abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), mas o caso foi arquivado por falta de provas. Mesmo assim, ele foi transferido para a Biblioteca Municipal, onde começou a trabalhar em fevereiro de 2025.

Na biblioteca, o servidor atuava como contador de histórias e participava de atividades lúdicas com turmas de alunos. Segundo a prefeitura, essas atividades aconteciam sempre com a presença de professores e outros funcionários, sem qualquer contato individual com as crianças.


O que diz a prefeitura

“O servidor está afastado desde a denúncia. Um Processo Administrativo Disciplinar foi aberto para apurar os fatos.

Sobre a denúncia anterior, a investigação interna não encontrou provas e o processo foi arquivado. Mesmo assim, o boletim de ocorrência foi registrado e as imagens das câmeras foram entregues à polícia.

Na biblioteca, o servidor atuava em grupo, acompanhado de professores e servidores. Não havia contato individual com crianças.

A prefeitura reafirma seu repúdio a qualquer tipo de assédio ou violência, principalmente contra crianças e adolescentes, e segue colaborando com as autoridades.”

Fonte: GZH

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