O assunto é sério: muitas domésticas já foram despedidas e mais podem perder o emprego por causa da nova lei. Sabe-se que Santiago não é lugar de gente rica. A maioria é empregado do comércio, professor, militar que precisa de alguém na sua casa. Não há como pagar os 1200, 1300 que é o regional com os direitos e tudo. E onde a empregada não é essencial, os patrões terão diarista e pegarão comida comprada.
Maiane Terra, do Sine em Santiago ainda tenta alertar: “Sempre há procura por vagas, mas nem todas as domésticas se encaixam. Muitos patrões não têm paciência para o período de adaptação, assim como em qualquer outro emprego. A lei vale agora, mas há 90 dias para se adaptar, por isso é melhor ir com calma”, diz Maiane.


