Tarifaço dos EUA e brigas políticas viram tema de Gabriel Souza

O vice-governador Gabriel Souza, no exercício do cargo, pede menos ideologia e mais ação diante dos prejuízos causados ao RS

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Manoel Viana – RS – Durante discurso na Mercomix, o vice-governador Gabriel Souza, hoje como titular do cargo, fez duras críticas à guerra ideológica entre governo federal e Estados Unidos. Ele apontou que o RS é o estado brasileiro mais prejudicado com o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump e afirmou que a culpa é dos dois lados.

A crítica às brigas políticas:

Segundo Gabriel, o que está em jogo é a vida das pessoas, e não se pode mais aceitar que disputas ideológicas atrapalhem a economia. “Brigaram, brigaram, brigaram… e quem paga o preço são os produtores, os trabalhadores, as indústrias e exportadores”, afirmou. O vice-governador disse que o RS pode perder até 150 mil empregos com as tarifas impostas aos setores do couro, armas, tabaco e alimentos. “O país e o estado não conseguem mais exportar para o maior mercado consumidor do mundo, os EUA”, disse.

O apoio do governo à economia

Para tentar aliviar os impactos, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 100 milhões. O governador Eduardo Leite também se reuniu com a FIERGS para buscar soluções. Gabriel lembrou que há frigoríficos da fronteira que podem fechar as portas e que empresas de várias regiões correm risco. “As ideologias existem para melhorar a vida das pessoas, não para afundar o país em brigas inúteis.”

Obra na RS-176 é destaque local

Ao lado do prefeito Careca e do secretário Costella, Gabriel também vistoriou a obra da RS-176, que recebe investimento de R$ 80 milhões. O valor, segundo ele, supera a arrecadação anual de vários municípios da região, como Manoel Viana (R$ 50 milhões) e Maçambará (R$ 45 milhões). O ritmo da obra será acelerado, com aumento do repasse mensal para R$ 2 milhões. “Quero voltar logo aqui com o governador Eduardo Leite para inaugurar esse trecho”, prometeu.

Trabalho acima de ideologias

Encerrando o discurso, Gabriel reforçou que os mandatos não são para brigar, mas para trabalhar. “O eleitor nos dá quatro anos para fazer a vida das pessoas melhorar, não para estourar relações políticas e paralisar o estado.” Desejou boa feira a todos e deixou claro que política, para o governo, é sinônimo de ação.

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