Ex-dirigente do Inter é condenado por estelionato e participação em organização criminosa

A condenação faz parte do processo relacionado ao Núcleo de Obras, dentro da investigação conduzida pelo Ministério Público, que também identificou desvios de recursos em outros setores do clube

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Porto Alegre, RS – O ex-vice-presidente de Patrimônio do Internacional, Emídio Marques Ferreira, foi condenado a dez anos e seis meses de prisão em regime fechado por envolvimento em um esquema que causou um prejuízo de ao menos 18 milhões ao clube, entre os anos de 2015 e 2016, durante a gestão do então presidente Vitorio Piffero.

A sentença foi divulgada nesta semana pela 2ª Vara Estadual de Processos e Julgamentos dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. Emídio foi considerado culpado por 209 crimes de estelionato, além de participação em organização criminosa. A decisão ainda é de primeira instância.

A condenação faz parte do processo relacionado ao Núcleo de Obras, dentro da investigação conduzida pelo Ministério Público, que também identificou desvios de recursos em outros setores do clube, como os departamentos jurídico e de futebol, e até irregularidades na contratação de uma agência de turismo.

Outros ex-dirigentes também foram condenados em ações semelhantes. Em um dos processos, Vitorio Piffero recebeu pena de 12 anos de prisão, enquanto o ex-vice de Finanças, Pedro Affatato, foi condenado a 76 anos. Em outro caso, Piffero pegou mais 10 anos, e Affatato, 20 anos de prisão, sempre pelos mesmos crimes.

Durante a gestão de Piffero, Emídio era o responsável por propor e acompanhar obras no Beira-Rio e no CT Parque Gigante. Nesse período, o clube pagou cerca de 13 milhões a empresas que não chegaram a prestar nenhum serviço. A sentença contra Emídio só foi divulgada agora porque ele não havia sido localizado pela Justiça na época do julgamento do núcleo de obras, em março de 2023, o que levou ao desmembramento do processo.

A investigação também aponta que quase 18 milhões foram sacados em dinheiro vivo da tesouraria do clube entre 2015 e 2016, e parte desse valor nunca teve comprovação de onde foi usado.

Procurado pelo Correio do Povo, Emídio Marques Ferreira afirmou que ainda não foi informado oficialmente sobre a sentença. A matéria será atualizada caso ele apresente manifestação oficial.

Fonte: Correio do Povo


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