RS é o 12º estado com maior população indígena do país

Boletim da Secretaria da Saúde traz dados sobre saúde, perfil e vulnerabilidades dos povos originários no Estado

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Estado RS – Neste sábado (9), Dia Internacional dos Povos Indígenas, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgou que mais de 36 mil indígenas autodeclarados vivem no Rio Grande do Sul. Cerca de 26 mil moram em 163 aldeias, espalhadas por 75 municípios. Aproximadamente 85% dessa população aldeada pertence à etnia Kaingang.

Com esses números, o RS ocupa o 12º lugar no ranking nacional dos estados com maior população indígena. As informações fazem parte da segunda edição do Boletim Informativo de Saúde Indígena no RS, que apresenta dados sobre perfil demográfico, indicadores de saúde, vulnerabilidades e acesso a direitos sociais das comunidades indígenas.

Incentivos para a atenção primária

O documento destaca o Programa Estadual de Incentivos para a Atenção Primária à Saúde (Piaps), que repassa recursos mensais entre R$ 2 mil e R$ 15 mil para municípios com indígenas aldeados, de acordo com o número de habitantes.

Desde 2024, também foi criado um incentivo estadual para o Ambulatório de Saúde Indígena, com equipes especializadas para atender esse público. Três unidades já foram habilitadas: no Hospital São Vicente de Paulo (Passo Fundo), no Hospital Santo Antônio (Tenente Portela) e no Hospital da Comunidade Ahcros (Constantina).

Esses ambulatórios oferecem atendimento integral e intercultural, respeitando a cultura e a espiritualidade indígena, e combinando saberes da medicina tradicional e da medicina biomédica. Além disso, garantem acesso a serviços de média e alta complexidade com equidade.

Mais que números, compromisso

O boletim também reúne dados sobre mortalidade infantil e materna, violência, saúde mental, nutrição e HIV/Aids. Para a SES, a publicação reafirma o compromisso do poder público com a equidade e o respeito à diversidade cultural dos povos originários.

“Que este material sirva de base para decisões mais justas, culturalmente sensíveis e comprometidas com a dignidade dos povos originários, fortalecendo a escuta, o diálogo e a atuação conjunta de Estado, municípios e comunidades indígenas”, afirma Bruna de Cesaro, servidora da área de saúde indígena da Divisão de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde (POPES).

A edição completa do boletim está disponível no site da SES e será compartilhada com gestores municipais, lideranças indígenas, universidades e parceiros da Política de Saúde da População Indígena.

Fonte: Diário de Santa Maria


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