“Uma mulher decidida, empoderada, com uma história de vida incrível. Dona de seu destino, rainha da estrada. Infelizmente, aos 33 anos, ela fez sua última viagem nesta quinta, dia 05, após sofrer um acidente na Bahia”.
Assim escreveu o jornalista Márcio Brasil. Em 2019 ele fez a seguinte reportagem publicada pelo jornal Expresso.
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Santiago – A catarinense Darcielle Trevisan era adolescente quando decidiu a profissão: caminhoneira. Mas ao revelar esse desejo, teve o desencorajamento como resposta, afinal, isso não era trabalho para uma mulher. “Ah, não pode? Pois vou mostrar que pode, sim”, foi a sua resposta.
Na época, a moça já tinha habilidade com o volante, pois dirigia um trator e ajudava o seu pai numa propriedade rural. Para ela, ser caminhoneira era um sonho. Darcielle, (Tati), é motorista há oito anos, e está trabalhando na Agrosolo.
Machismo na estrada
Por trabalhar numa profissão predominantemente masculina, Darcielle ainda se depara com situações de desrespeito. “Outro dia arranjei briga com um caminhoneiro que viu que era uma mulher no volante e quis dar uma de machão, dizendo que iria arrancar meu espelho. Simplesmente ele achou que eu queria avançar na fila do porto, quando estava era abrindo espaço para os colegas passarem. Ele quis me desaforar, mas não deixei por isso. A gente precisa impor respeito”, afirmou.
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