(João Lemes – jornalista – Santiago, RS )
Já ouvi dizer que comportamento não tem nada a ver com inteligência. A pessoa pode ser doutora numa coisa e nota zero noutra, como em promiscuidade em relação a sexo e drogas, em relação à regras sociais etc.
Também pode ler 50 placas para não jogar lixo, e para não andar com seu cusco na praia, mas ela sempre dá um jeitinho. Como sempre, acredita que as regras não foram feitas para ela…
Vejam a questão da dengue: já são dezenas de casos no RS e o Zica Vírus também já chegou. A infectada é uma mulher (não gestante) da capital. Contudo, basta dar uma voltinha na sua cidade para ver latas com água, terrenos sujos e cheios de lixo à espera de água e mosquito, como mostrou o Expresso desta semana.
E na praia. As mais madames, os mais endinheirados, (aparentemente com mais inteligência e educação) são os primeiros a quebrarem essas regras. Lá estavam com seus cães ou andando de bicicleta na calçada tendo via de ciclista ao lado…
Já o fumante parece ser relaxado por devoção. O “prazer” é tanto que ele nem liga se os outros ou a natureza vai se incomodar com a fumaça e suas bitucas.
E o que se deve fazer em relação a isso? Infelizmente só tem um caminho: seguirmos com a bendita conscientização, isso se o cigarro já não matou esse senso na cabeça de alguns…
Hoje destaco esta frase que vi na calçada à beira-mar em Torres. Se ela tocar 5% dos que leram, já seria um grande progresso. “São milhares de bitucas dos molhes à praia; o lucro é da Souza e a cruz é de toda a vida marinha.”



