Cacequi decreta emergência financeira e prefeita afastada reage

Ana Paula diz que não decretou insuficiência em 2021 para não espantar investidores e afirma que itens do decreto são rotinas orçamentárias

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Cacequi – RS – A prefeita Ana Paula Del’Olmo (MDB) falou após o decreto de emergência financeira assinado pelo prefeito interino Edson Fragoso. Segundo o documento, a prefeitura hoje deve 45 milhões.

Ela agradeceu apoiadores e abriu a transmissão com um tom religioso e de prestação de contas. “A gente tem que estar próximo de Deus nas atitudes”, disse Ana Paula. Em seguida, entrou no mérito do decreto e contestou a narrativa de colapso.

O pronunciamento
“Eu recebi esse decreto”, disse Ana Paula, ao citar a decisão que declara anormalidade e emergência. Ela afirmou que, ao assumir em 2021, encontrou forte endividamento de INSS e RPPS em plena pandemia. “Eu poderia ter feito isso aqui, um decreto de insuficiência financeira, e não fiz para não afastar quem queria investir em Cacequi”, afirmou.

Os pontos do decreto
A ex-prefeita passou a comentar os itens listados pela atual gestão. Sobre “5,7 milhões em dívidas empenhadas, liquidadas e não pagas”, disse que isso é fluxo normal. “Se a dívida está empenhada e liquidada, vai ser paga. Pode demorar um pouco, mas é paga conforme entram os recursos”, disse. Ao tratar de “3,5 milhões em dívidas empenhadas e não liquidadas”, repetiu o argumento de rotina: “Se está empenhada, será liquidada”. Para ela, “nada fora do normal”.

A comparação com 2021
Ana Paula resgatou que, no início do mandato, optou por não decretar emergência financeira em meio à covid. “A pandemia ia terminar. Um decreto daquele espantaria investidores”, disse. Ela reforçou que havia “equipe técnica competente” e que o enfrentamento do passivo ocorria “ano a ano”.

O recado político
A ex-prefeita sugeriu que a leitura dos números sem contexto cria alarde. “Está elencada uma série de valores, mas é assim que funciona em qualquer município”, disse. Ela agradeceu apoiadores nominalmente e afirmou que seguirá dialogando. “A gente nunca sabe tudo. Tem muito o que aprender.”

O que fica em aberto
O decreto, que fala em dívida acima de 45 milhões e impõe cortes e suspensões, segue em vigor por 90 dias. A defesa de Ana Paula sustenta que parte do montante é rotina de restos a pagar e que a comunicação da atual gestão “exagera o quadro”. A prefeitura e a contabilidade municipal são esperadas para detalhar cronograma de pagamentos e impacto nas áreas essenciais.

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