Brasília – DF – A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (13) o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, durante mais uma etapa da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em aposentadorias e pensões. A ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Stefanutto foi indicado ao comando do INSS em julho de 2023, no governo Lula (PT), e demitido em abril deste ano, após surgirem suspeitas de irregularidades no órgão. As investigações apontam um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
A operação cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva em 15 estados e no Distrito Federal. As ordens judiciais, expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvem suspeitas de inserção de dados falsos, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e ocultação de patrimônio.
A defesa de Stefanutto, representada pela advogada Ana Paula Miranda, afirmou que a prisão é “completamente ilegal” e que ele “tem colaborado desde o início com a investigação”.
Servidor de carreira e filiado ao PDT, Stefanutto foi indicado pelo então ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o cargo após o escândalo se tornar público.
Entre os alvos das buscas também estão o ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Bolsonaro, José Carlos Oliveira, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA).
(Fonte: Portal Marília)
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