Torres – RS – (Litoral Norte). Quem diria que o Rio Grande do Sul poderia virar terra de café? Pois é isso que agricultores e pesquisadores estão provando. Tatiani Vargas Hendler, de 37 anos, é um exemplo. Na propriedade dela, em Torres, ela faz tudo: planta, colhe, seca, torra e mói. O que começou como um hobby há oito anos virou coisa séria.
O clima ajudou
O frio sempre foi o inimigo, mas as mudanças no clima estão dando uma mãozinha. Segundo a Emater, o aumento das temperaturas e a diminuição das geadas criaram um ambiente favorável, especialmente no Litoral Norte. A instituição vai começar testes ainda este ano para descobrir qual tipo de café se adapta melhor ao nosso solo e clima.
A aposta no interior
Não é só no litoral que a ideia vingou. Em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, o jornalista Diego Weigelt cultiva 250 pés de café arábica numa área de dois hectares. Estudos da Embrapa já indicam que o nosso estado tem potencial econômico para essa cultura por causa do aquecimento global.
O sabor diferenciado
Quem prova diz que não tem nada a ver com aquele café comum de mercado. Tatiani garante que o aroma é adocicado e o sabor é especial. A aposta é que, com pesquisa e investimento, o café com “sabor gaúcho” deixe de ser curiosidade e vire produto de destaque nas prateleiras.
Fonte: GZH
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