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| Chicão, Cardoso e eu |
(João Lemes)
Não poderia escrever nada hoje, mas nada sem primeiro fazer uma menção a Paulo Cardoso, o nosso Dosão, que acabou de nos deixar. Ao chegar em Santiago em 93 ele foi um dos meus primeiros amigos. Quantas vezes nos reunimos no Cruzeiro para ver Santiago jogar. Sim, éramos colorados (éramos! Nenhum de nós hoje torce mais pro Inter), porém, o nosso Cruzeiro vinha na frente.
Dosão era divertido, sem frescura, amigo mesmo! Pessoa que sabia tratar a todos com igualdade. Ele era muito, muito humano. Queria sempre ajudar, colaborar, pegar junto. Gostava de empulhar a gente. Vez por outra ele vinha com o tal “couro de cueta”, pra denominar o tipo de tecido dos casacos dos amigos.
Sou uma pessoa que acredito no acaso, nas força da natureza e no homem. O homem pode tudo! Por isso, somos donos do destino e só podemos perder para o acaso. Mas também ganhamos com ele, assim como eu ganhei conhecendo o Cardoso.
Essa foto que aí está, nos lembra de outro cara que eu admirava, o Chicão. Esse almoço foi no Círculo Operário, no Dia do Trabalhador. Por coincidência (outra obra do acaso), Chicão nasceu no mesmo dia em que nasceu o Cardoso. Querem outro acaso? O Jones Diniz, amigo e ex-colega de Cardoso, faz aniversário justo hoje, dia da morte do nosso amigo falado.
Pois é! Esta é nossa vida! Cheia de acasos. Uns bons, outros ruins… Pobres mortais girando ao prazer desta bola gigante chamada terra. Um mundinho, na verdade, mas que pode ser enorme e muito legal se soubermos viver, e viver é amar quem nos ama. Vá em paz, Cardoso. Sua missão foi cumprida. E bem cumprida!


