Nacional – Uma pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp revela que mulheres pretas, pardas, indígenas e com mais de 40 anos são as que mais morrem por aborto no Brasil. Entre 2012 e 2022 o país registrou 19.535 mortes maternas. Desse total, 663 tiveram relação com aborto. Mulheres de 40 a 49 anos apresentaram risco três vezes maior de morte que mulheres de 20 a 29 anos. Metade das mortes ocorreu entre mulheres pardas.
O estudo afirma que não há causa biológica para essa diferença. O principal motivo é a desigualdade no acesso à saúde. Mulheres pretas e indígenas enfrentam mais dificuldades para receber atendimento adequado. Na região Norte há poucos serviços de saúde e longas distâncias até hospitais. Muitas mulheres nessa faixa etária também têm doenças como hipertensão e diabetes.
Segundo os pesquisadores, o medo causado pela legislação sobre aborto faz com que muitas mulheres procurem ajuda médica tarde demais. Profissionais de saúde também evitam atendimentos por receio de punições. Esse cenário aumenta as complicações e o risco de morte. A mortalidade materna por aborto escancara desigualdades sociais e afeta principalmente mulheres pobres, com pouca escolaridade e que vivem longe dos grandes centros.
Fonte: G1.
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