(João Lemes) A renovação trazida pela jovem presidente do Sindicato Rural de São Francisco de Assis, Fernanda Nicola, em entrevista ao podcast de Sandra Siqueira, toca em uma ferida aberta do setor: o envelhecimento e o isolamento das entidades de classe.
Fernanda foi precisa ao destacar que a Farsul já percebeu essa necessidade de mudança, incentivando uma mentalidade voltada para a sucessão e para a comunicação eficiente “da porteira para fora”.
Por muito tempo, sindicatos rurais se fecharam, transformando-se em redutos de uma visão estreita e, muitas vezes, em polos de disputa partidária que ignoram a complexidade da cadeia produtiva. É hora de entender que o agro não é feito apenas pelo dono da terra, mas por uma engrenagem que envolve o operário, o transportador e o comunicador.
A fala da jovem presidente é um chamado para derrubar barreiras invisíveis e parar com rixas e berrantes que não levam a nada. O sistema sindical, forjado por homens brilhantes e legados de cem anos, precisa aceitar que o mundo mudou e que a defesa do setor não se faz com agressividade ou birra, mas com a construção de pontes.
O agro é forte, mas se torna vilão quando falha em dialogar com a sociedade e quando exclui a classe trabalhadora que faz a riqueza brotar do chão. Fernanda está coberta de razão: a sucessão natural exige inteligência emocional e menos partidarismo, focando em um sistema que seja amigável, transparente e, acima de tudo, humano para todos que colaboram com o desenvolvimento do RS.
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