Estado RS – Criminosos usam grupos de WhatsApp para vender pássaros, aceitam pagamento por cartão e utilizam até celulares para atrair e capturar os animais na natureza.
As aves são retiradas de seus habitats por meio de armadilhas, redes e reprodução de cantos pelo celular. Após a captura, enfrentam transporte cruel, muitas vezes sem água ou alimento, acondicionadas em caixas de sapato, leite ou papelão. A maioria não resiste: de cada dez animais, apenas um chega vivo ao destino final.
Áudios mostram vendedores oferecendo dezenas de pássaro, incluindo espécies como coleiros, canários-da-terra, cardeais e papagaios. Alguns animais são destinados a concursos ilegais de canto, colecionadores ou mantidos como animais de estimação.
Especialistas alertam que o tráfico ameaça espécies à extinção, como o cardeal-amarelo e o bico-de-pimenta, além de representar risco à saúde pública, já que os animais não passam por controle sanitário.
Segundo entidades ambientais, o tráfico de animais silvestres é a terceira maior atividade ilegal do mundo, atrás apenas do tráfico de armas e drogas. No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil atua por meio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente para investigar e combater esse tipo de crime. GZH
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