São José dos Pinhais – PR – Cerca de 330 trabalhadores foram demitidos após o fechamento da Dipro do Brasil (fabricante de cabos elétricos), em São José dos Pinhais. O anúncio ocorreu em 5 de janeiro de 2026. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, os empregados foram pegos de surpresa e não receberam clareza sobre prazos e condições para o pagamento das rescisões.
Desde o anúncio, funcionários e familiares montaram acampamento em frente à unidade. A mobilização busca impedir a retirada de máquinas e equipamentos antes de um acordo formal. O sindicato afirma que há valores em aberto desde dezembro de 2025 e cobra garantia de quitação integral.
O principal ponto de conflito é o cálculo do tempo de casa. O sindicato sustenta que muitos já trabalhavam na antiga Conduspar, em recuperação judicial desde 2023, e que houve continuidade de contrato na transição para a Dipro. A empresa, conforme versão atribuída ao SMC, defende contar apenas o período sob sua gestão.
O que diz a empresa
Em nota divulgada na imprensa regional, a Dipro informou que o encerramento decorre da rescisão consensual da compra de uma Unidade Produtiva Isolada ligada à Conduspar. A empresa nega atraso salarial e afirma que pagará as verbas dentro do prazo legal, com acompanhamento sindical.
Caso pode ir à Justiça
Enquanto a empresa fala em cumprir a lei, trabalhadores mantêm o acampamento como forma de pressão. A divergência sobre o vínculo e o tempo de serviço pode alterar de forma significativa os valores a receber. Se não houver acordo, o caso deve parar na Justiça do Trabalho.
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