Estado RS – – A comunidade rodoviária e o RS se despediram, no domingo, 22, de Nahyra Schwanke, reconhecida como a caminhoneira mais velha do Brasil. Natural de Sobradinho, ela nasceu em 1929 e faleceu aos 96 anos, em Não-Me-Toque, onde morava.
A relação de Nahyra com as máquinas começou cedo. Aos 12 anos, já dirigia tratores na propriedade da família, assumindo responsabilidades após o pai adoecer. O contato com o trabalho pesado moldou o caminho que seguiria por toda a vida.
A carreira nas rodovias teve início oficial em 1958, quando, aos 27 anos, comprou seu primeiro caminhão, um Ford S600. Ao longo das décadas, transportou cargas de trigo, arroz e cevada, garantindo o sustento da família e a formação acadêmica da filha.
No auge da atividade, enfrentava jornadas de até 15 horas diárias, percorrendo cerca de 10 mil quilômetros por mês. Mesmo em uma época de estradas precárias e poucos recursos, Nahyra encerrou sua trajetória sem registros de acidentes ou infrações, um feito que marcou sua história profissional.
Ela seguiu trabalhando até os últimos anos de vida, afastando-se das estradas apenas por questões de saúde. Seu último caminhão foi um Mercedes Axor 2536, símbolo da evolução tecnológica que acompanhou durante mais de meio século de profissão.
Após a aposentadoria, dedicava-se à família e aos animais de estimação. O velório e o sepultamento ocorreram no domingo, no Cemitério Evangélico de Não-Me-Toque, sob forte comoção de familiares, amigos e admiradores.
O legado de Nahyra Schwanke é lembrado como um marco para a presença feminina no transporte rodoviário, inspirando gerações e abrindo caminhos para mulheres nas estradas do Brasil.
Fonte: Almir Felin / Jornalismo Luz e Alegria
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