São Paulo – SP – A violência doméstica dentro de lares cristãos começa a ser discutida com mais força entre lideranças evangélicas. O tema ganhou repercussão após a bispa Isa Reis criticar o silêncio de muitas igrejas diante de agressões contra mulheres, afirmando que não se pode mais esconder casos por medo de “escândalo”.
O silêncio dentro das igrejas
Em muitas comunidades religiosas, a orientação ainda é tratar conflitos familiares de forma reservada. Em vários casos, mulheres recebem aconselhamento para manter o casamento, perdoar o agressor ou intensificar orações, evitando procurar a polícia ou a Justiça.
Os números da violência
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que mulheres evangélicas aparecem entre as que mais relatam violência de gênero. Levantamento aponta que 42,7% afirmam já ter sofrido algum tipo de agressão de parceiro ou ex-companheiro ao longo da vida.
Mudança de postura
Mesmo assim, cresce dentro das igrejas a visão de que a violência doméstica não pode ser tratada apenas como questão espiritual. Alguns líderes religiosos defendem que vítimas devem ser orientadas a buscar ajuda das autoridades e que agressores precisam responder pelos crimes.
Redação, João Lemes.
Fonte: Folhapress.
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