Foram-se os tigres, foram-se os bugres, mas a história continua

Museu resgata mais de quatro séculos da história

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Jaguari – RS – A reinauguração do Museu Municipal José Manoel de Siqueira Couto marcou um momento cultural importante para toda a região e o RS. O local voltou a abrir as portas à comunidade depois de um processo de restauração e reorganização que devolveu ao município um de seus principais patrimônios de memória.

O evento reuniu prefeito Igor Tambara, vereadores, ex-prefeitos, representantes da cultura, empresários, imprensa e moradores em uma noite marcada pela valorização da história local e pela celebração da identidade jaguariense.

O investimento na restauração
O prefeito Igor Tambara destacou que a obra representa um avanço cultural e histórico para Jaguari. Segundo ele, cada administração contribuiu ao longo do tempo para a preservação do museu, cabendo à atual gestão concluir a revitalização.

O investimento foi de 300 mil, provenientes de recursos livres do município, dinheiro público oriundo do IPTU e de outras contribuições dos cidadãos. O prefeito também ressaltou a qualidade do trabalho.

“Cada administrador fez a sua parte. Coube à nossa administração concluir esse trabalho e entregar novamente o museu para a comunidade. Ficamos muito felizes porque o restauro ficou espetacular”, afirmou. A obra foi executada pela Construtora Hermes, de Santiago.

Mais de quatro mil itens
O museu guarda um acervo com mais de quatro mil peças históricas que retratam a evolução da cidade desde os primeiros tempos de ocupação. Entre os objetos preservados estão utensílios médicos antigos, ferramentas de diversas épocas, máquinas de escrever, câmeras fotográficas, armas históricas e vários objetos que marcaram o cotidiano da população ao longo das décadas.

Nem todas as peças estão expostas ao público neste momento. Parte do acervo permanece em reserva técnica e será usada em exposições rotativas. Essa estratégia permitirá que o museu renove periodicamente as mostras, oferecendo novas experiências aos visitantes.

A história da onça
Entre os objetos mais curiosos do museu está o couro de uma onça abatida no passado e que marcou a história local. Na época, o animal vinha assustando moradores da região. Caçadores foram mobilizados e conseguiram capturá-lo. Quando retornaram à cidade trazendo a onça, foram recebidos como verdadeiros heróis.

Caçadores: Da esquerda para direita: Osmar Fava; Pedro Dal’lostio; Antonio Valente; Antonio Darci Dal’losto; Olinto Fava; Jago Fava; Alvino Dal’losto; José Dal’Losto.

Hoje a visão da sociedade é diferente e a preservação da fauna é prioridade. Porém, naquele período histórico, a ação foi considerada necessária para garantir a segurança da população. O mais curioso é que o couro da onça acabou sendo vendido pelos próprios caçadores e foi comprado por um santiaguense, Valdir Amaral Pinto.

Anos depois, uma comitiva de Jaguari foi até Santiago pedir que ele doasse a peça ao museu do município. Sensível à importância histórica do objeto, ele aceitou fazer a doação.

Hoje o couro está preservado no museu, acompanhado da fotografia dos caçadores que participaram da captura. Dois deles ainda estão vivos e têm cerca de 90 anos. Durante a reinauguração, representantes dessas famílias estiveram presentes e foram homenageados.

A exposição sobre a história
Durante o evento também foi apresentada a nova exposição permanente intitulada “Nas Pegadas do Jaguar: a História da Cidade de Jaguari”. A mostra percorre mais de 400 anos da história local, desde a presença indígena e missioneira até os dias atuais, destacando Jaguari como a Terra do Rio Jaguar e um município marcado por suas belezas naturais e por uma rica trajetória histórica.

As autoridades e lideranças presentes
A cerimônia contou com grande participação de autoridades e lideranças ligadas à história do município. Entre os presentes estavam a vice-prefeita Elenice Cattelan, os ex-prefeitos Beto Turchiello e Caio Jordão, a presidente da Câmara, Cátina Monteiro, além do ex-vice-prefeito Lucas Cattelan, vereadores e secretários.

Vereadores

Também foi registrada a presença da ex-primeira-dama Aida Fiorin, esposa do falecido Almir Fiorin, figura muito lembrada na história política e social de Jaguari.

Um novo momento para a cultura
Com a reinauguração, o Museu Municipal volta a cumprir seu papel de preservar e divulgar a história do município, reforçando a identidade cultural de Jaguari. O local também passa a contar com um ponto de informação turística, ampliando sua importância como espaço de acolhimento para visitantes interessados em conhecer o passado e as tradições da cidade.

Redação, João Lemes.
Fonte: informações do evento.

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