Porto Alegre – RS – Pela segunda semana seguida, o trabalho não rendeu na Assembleia Legislativa. A reunião que deveria definir as votações desta terça-feira (17) foi cancelada porque apenas cinco dos 15 partidos apareceram para trabalhar. Com o esvaziamento, o projeto que prevê o reajuste de 5,4% no piso do magistério ficou parado na gaveta, frustrando centenas de professores que viajaram de todo o Estado para pressionar os deputados na Praça da Matriz.
O prejuízo no bolso
A demora na votação tem um impacto prático e imediato no salário dos educadores. Como a pauta não andou, o reajuste — que é retroativo a janeiro — corre o risco de não entrar na próxima folha de pagamento regular. O CPERS Sindicato e deputados da oposição criticaram o descaso, classificando a situação como um desrespeito com quem madrugou em ônibus para acompanhar a sessão e agora terá que esperar, no mínimo, mais uma semana.
Os motivos do sumiço
Desta vez, não houve uma desculpa oficial como a Expodireto na semana passada. Nos bastidores, comenta-se que o “fervo” das janelas partidárias, com trocas de legendas, deixou algumas lideranças acéfalas. Além disso, há uma queda de braço silenciosa sobre a CPI dos Pedágios; o governo estaria tentando evitar que a prorrogação da comissão entrasse em debate, o que acaba travando outras pautas importantes, como a criação do Fundo de Proteção aos Animais Domésticos.
Pauta trancada
Enquanto os deputados não se entendem ou simplesmente não aparecem, dois projetos do Executivo seguem trancando a pauta. Além do aumento para os professores, a proposta que cria recursos para o bem-estar animal através de multas e doações também aguarda uma definição. A expectativa agora é que a casa recupere o quórum na semana que vem, antes que o acúmulo de matérias e a pressão popular tornem o clima ainda mais pesado no parlamento gaúcho.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH / ALRS 🗳️
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