Oriente Médio – O conflito no Oriente Médio, intensificado desde o fim de fevereiro, atingiu um ponto crítico nesta quinta-feira (19) com ataques diretos a infraestruturas vitais de energia. O Irã lançou ofensivas contra o Catar, Kuwait e Arábia Saudita, provocando danos em refinarias e complexos de gás. A retaliação iraniana ocorre após Israel bombardear o campo de gás de South Pars, a maior reserva do planeta, em uma ação que contou com o respaldo dos Estados Unidos para pressionar Teerã.
Ataques ao Catar e Kuwait
No Catar, o complexo industrial de Ras Laffan — o maior centro de exportação de GNL do mundo — sofreu danos consideráveis. Segundo a estatal QatarEnergy, incêndios foram registrados, mas as chamas foram controladas pelos bombeiros locais. No Kuwait, drones atingiram simultaneamente as refinarias de Mina Abdullah e Mina Al Ahmadi, provocando explosões e fumaça preta que pôde ser vista a quilômetros. Em ambos os países, as autoridades informaram que, apesar do susto e do prejuízo material, não houve registro de f*lecidos.
Refinaria saudita na mira
A Arábia Saudita também foi alvo das represálias. Um drone atingiu a refinaria de Samref, no porto de Yanbu, às margens do Mar Vermelho. O ataque é estratégico, pois Yanbu é a principal alternativa para o escoamento do petróleo saudita enquanto o Estreito de Ormuz permanece bloqueado pelo Irã. Embora os danos na estrutura tenham sido descritos como mínimos pelo Ministério da Defesa saudita, o episódio acende o alerta máximo para a segurança das rotas marítimas globais.
Trump ameaça retaliação massiva
O presidente americano Donald Trump usou sua rede social, Truth Social, para mandar um recado curto e grosso. Ele negou que Washington soubesse do ataque israelense a South Pars, mas avisou que os Estados Unidos estão “rapidamente tirando o Irã de ação”. Trump prometeu que, se o Irã insistir em atacar o Catar, os americanos vão “explodir maciçamente” todo o campo de gás iraniano. Enquanto as potências batem boca, o mercado financeiro reage: o preço do petróleo Brent disparou, sendo negociado acima dos 118 dólares, o que deve pesar no bolso dos consumidores em todo o mundo.
Caos no Estreito de Ormuz
Com o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, a situação dos marinheiros é dramática. A Organização Marítima Internacional (OMI) estima que cerca de 20 mil trabalhadores estão presos em mais de 3 mil navios aguardando um corredor seguro para sair do Golfo. O governo iraniano, por sua vez, já estuda cobrar uma “taxa de passagem” para permitir o transporte de mercadorias pela região, o que a França e outros países europeus classificam como uma escalada imprudente que pode levar a uma crise econômica sem precedentes.
Redação, João Lemes; Fonte: UOL / GZH / Reuters
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