Porto Alegre – RS – Ao menos 16 sujeitos estão amontoados no Palácio da Polícia à espera de um lugar no sistema prisional. Na madrugada desta quinta-feira (19), a situação chegou ao limite com três presos sendo mantidos dentro de viaturas, já que as celas das delegacias estão entupidas. O problema começou ainda na tarde de ontem e não tem previsão de ser resolvido, deixando o policiamento da capital desfalcado.
Celas cheias e ruas vazias
O reflexo dessa falta de espaço é sentido direto na segurança do povo. Como as vagas nas celas da Delegacia de Pronto Atendimento e da Delegacia da Mulher acabaram, os brigadianos precisam ficar parados fazendo a guarda dos presos nos carros. Enquanto cuidam de quem já foi pego, esses policiais deixam de circular pelos bairros e de atender as ocorrências que surgem no rádio.
O gargalo no sistema
Desde 2022, o plano era que todo mundo fosse direto para o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional, o Nugesp. Lá, os detentos passam pela audiência com o juiz antes de irem para o presídio. Só que o tal núcleo também vive lotado, o que acaba gerando esse efeito cascata e transformando o pátio da polícia em um depósito de gente.
Problema que se repete
Essa não é a primeira vez que o sistema dá nó e a solução vira improviso. O acúmulo de presos em locais inadequados é uma dor de cabeça antiga que expõe a fragilidade da nossa estrutura. Sem vagas sobrando e com o fluxo de prisões continuando, o Palácio da Polícia segue com o pátio ocupado e a Brigada Militar com as mãos atadas, servindo de carcereira em vez de patrulheira.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH / Brigada Militar
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