Tupanciretã – RS – (Região Noroeste) – A abertura da colheita da soja trouxe números que preocupam quem vive da terra. Embora a produção de 19 milhões de toneladas seja maior que a do ano passado, o índice atual representa uma queda de 11,3% perto do que os produtores esperavam colher antes de colocar a semente no chão. A falta de chuva no momento crítico do desenvolvimento da planta foi o golpe principal que diminuiu o peso dos grãos na balança.
A produtividade nas lavouras
Os números da Emater mostram que a produtividade média ficou em 2.871 kg por hectare. Esse resultado só não foi pior porque o colono gaúcho investiu em tecnologia, mas o clima seco e as baixas temperaturas no início do plantio seguraram o potencial das plantas. Além do tempo ruim, a dificuldade para conseguir crédito e o endividamento de safras passadas fizeram com que a área plantada fosse 1,7% menor do que o planejado.
O grito por irrigação
Durante o evento, o vice-governador Gabriel Souza e o secretário Edivilson Brum bateram na tecla de que o RS precisa parar de depender apenas das nuvens. Hoje, apenas 4% das lavouras do estado contam com sistemas de irrigação, um número considerado muito baixo para uma potência agrícola. O governo estadual prometeu pagar até 20% dos projetos de irrigação para os produtores, tentando garantir que a próxima estiagem não cause um buraco tão fundo no bolso de quem produz.
A conta que não fecha
Para as lideranças do setor, a perda na produção é um sinal de alerta para a economia de todo o país. Quando a soja não rende o esperado no campo, o PIB do estado e do Brasil sentem o baque na mesma hora. A defesa agora é por uma solução definitiva nas dívidas e no seguro agrícola, para que o produtor rural não continue sendo o único a assumir o risco de uma atividade que é a base da sobrevivência de milhares de famílias.
Redação, João Lemes; Fonte: Emater / Seapi / GVG 🚜
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