São Paulo – SP – (Região Metropolitana) O martelo foi batido na noite de domingo. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avisou pessoalmente ao governador Eduardo Leite que o escolhido para disputar o Palácio do Planalto será Ronaldo Caiado. A decisão encerra uma semana de intensas negociações nos bastidores, onde o nome de Eduardo Leite chegou a ganhar força como uma alternativa capaz de dialogar com diferentes setores, desde a centro-esquerda até a direita moderada.
Manobra política
A escolha de Caiado pesou na estratégia de Kassab para agradar parlamentares de direita que não estão alinhados com a família Bolsonaro. Mesmo com o esforço de Eduardo Leite, que viajou a São Paulo na última quarta-feira e deu entrevistas se colocando à disposição para a vaga, o partido preferiu apostar no perfil do governador goiano. A formalização da candidatura ocorre na manhã desta segunda-feira, na capital paulista.
Caminho livre
A disputa interna no PSD ficou polarizada entre Eduardo Leite e Caiado após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, anunciar sua desistência no dia 23 de março. Sem o paranaense no páreo, Leite tentou usar sua imagem de gestor liberal e equilibrado para convencer a cúpula da legenda, mas a bancada federal acabou pesando a favor de um nome com discurso mais conservador e enraizado no agronegócio.
Foco no RS
Com o caminho da Presidência fechado, Eduardo Leite deve agora concentrar esforços na sucessão estadual no Rio Grande do Sul, onde seu partido acaba de confirmar a aliança com o MDB de Gabriel Souza. A decisão de Kassab redefine o tabuleiro nacional e coloca o governador gaúcho em uma posição de articulador regional, enquanto o PSD tenta se consolidar como a principal força de centro-direita no país para as eleições de outubro.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH
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