Taquara – RS – Uma investigação resultou na prisão preventiva do médico cardiologista Daniel Pereira Kollet na manhã desta segunda-feira (30). O profissional, que atua na cidade há cerca de 25 anos, foi detido em seu consultório, na área central, após denúncias de pacientes que relataram terem sido vítimas de abusos durante as consultas.
Quando as pacientes estavam sem blusa e sutiã, ele abraçava, acariciava e beijava
De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, a investigação começou há 20 dias, quando três mulheres, com idades entre 30 e 42 anos, procuraram a delegacia. Elas descreveram que o médico aproveitava o momento da realização de exames — quando as pacientes estavam sem blusa e sutiã — para abraçar, acariciar e beijar as vítimas. Ao final dos atendimentos, ele pedia sigilo sobre o ocorrido.
Novas denúncias
Após a divulgação da prisão, o número de vítimas subiu rapidamente. “Já tivemos outras quatro mulheres que procuraram a polícia, totalizando sete vítimas até agora, e acreditamos que existam mais”, afirmou o delegado. No momento da prisão, o médico admitiu os abraços, mas alegou que se tratava de “demonstração de carinho e orientação espiritual”. A polícia enquadrou o caso como violação sexual mediante fraude e importunação sexual.
Defesa e providências
O Conselho Regional de Medicina (Cremers) informou que já tomou conhecimento dos fatos e abriu procedimentos administrativos para apurar a conduta do profissional com rigor. A defesa do médico, representada pelo advogado Rômulo Campana, declarou que ainda não teve acesso total ao processo para se manifestar. O cardiologista segue à disposição da Justiça, enquanto a polícia orienta que outras possíveis vítimas façam o registro da ocorrência.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH 🚔
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