Brasil – Quem foi atrás de chocolate para a Páscoa já percebeu no bolso que os preços seguem salgados. Mesmo com a queda de cerca de 60% no valor internacional da amêndoa de cacau na comparação com o ano passado, os produtos continuam caros no Brasil. Barras, bombons e outros doces ainda sobem acima da inflação medida pelo INPC.
Matéria-prima ainda pesa
Segundo a analista Carolina França, da Hedgepoint Global Markets, parte da indústria comprou cacau quando os preços ainda estavam muito altos. Por isso, a redução no mercado internacional ainda não apareceu de forma mais forte nas gôndolas. Ela também explica que, mesmo com a baixa recente, o cacau ainda está em um patamar elevado na comparação histórica.
Açúcar também pressiona
Outro fator que segura os preços é o açúcar. A consultoria StoneX aponta que as usinas devem seguir dando mais atenção ao etanol nas safras 2025/26 e 2026/27. Isso reduz a oferta de açúcar para a indústria de alimentos. Com isso, além de reajustar preços, empresas também mudam produtos, diminuem embalagens e colocam mais ingredientes misturados, como biscoito e recheios.
Queda pode demorar
A expectativa do mercado é de que o cacau siga mais barato por causa da recuperação da produção em países como Costa do Marfim, Gana e Equador, além da queda na demanda. Mesmo assim, o setor alerta que qualquer mudança no clima ou na safra pode mexer de novo nos preços. Ou seja: o chocolate pode até baixar mais adiante, mas por enquanto a Páscoa continua agridoce.
Fonte: GZH
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