São Paulo – SP – A jornalista Adriana Araújo revelou que o estopim para a sua saída da Record, emissora do bispo Edir Macedo, foi uma situação absurda durante o colapso da saúde em Manaus. Enquanto retroescavadeiras abriam valas para empilhar corpos em caminhões frigoríficos, a direção da emissora proibiu a exibição das imagens. No lugar da notícia que o Brasil precisava saber, Adriana foi obrigada a anunciar uma reportagem sobre a reeducação alimentar de macacos em um parque de Goiânia.
O choro após o jornal
A apresentadora contou que saiu aos prantos da bancada naquele dia. Ela cumpriu a ordem, mas não aguentou o sofrimento de esconder a verdade enquanto o sistema de saúde do Amazonas desmoronava. Internamente, Adriana chegou a dizer para a chefia que achava aquela atitude criminosa. O clima ficou insuportável porque ela sabia que a pandemia estava apenas começando e que o papel da imprensa deveria ser o de alertar a população, e não o de falar de bichos para tapar o sol com a peneira.
A coragem de se posicionar
O episódio serviu para mostrar que, para Adriana, a ética valia mais do que o cargo de âncora do principal jornal da casa. Ela lembrou que, naquela época, o país ainda tinha poucas vítimas fatais, mas o descaso editorial ajudou a levar o Brasil ao número de 700 mil m0rt3s. Mesmo sabendo que o posicionamento causaria sua demissão, ela preferiu bater de frente com as ordens que vinham de cima, deixando claro que não aceitava ser um joguete nas mãos de quem queria maquiar a realidade.
E você? O que faria se o seu patrão mandasse você mentir ou esconder uma tragédia dessas? Vale a pena perder o sono e o sossego para manter um emprego onde a verdade não tem vez?
Redação, João Lemes; Fonte: Canal UOL
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