Mata – RS – O prefeito Sandro Savegnago leu o bilhete: em Mata, a ordem agora é austeridade. Após enfrentar o “combo” de estiagem e enchentes em 2025, o município encara em 2026 um desafio matemático indigesto. Entre a queda real na arrecadação do FPM e do ICMS e os custos necessários para profissionalizar o hospital local (uma conta que envolve direitos trabalhistas justos para quem cuida da saúde da população), a prefeitura prevê um rombo de cerca de R$ 2 milhões nos recursos livres. É o momento de separar o que é vontade do que é prioridade.
A estratégia de “puxar o freio” inclui medidas amargas, mas fundamentais, como a redução de horas extras, o turno único e o corte em viagens e contratos. É um remédio necessário para evitar que o município entre em colapso financeiro. Embora a prefeitura tenha R$ 4 milhões em caixa, esse dinheiro é “carimbado” (vinculado) e não pode ser usado para pagar o dia a dia da administração. Usar recurso de obra para pagar conta de luz seria ilegal e irresponsável; por isso, o ajuste no gasto corrente é a única saída segura.
Entre as medidas estão redução de horas extras, limitação de sobreavisos, restrição de viagens, revisão de contratos e terceirizações, reorganização das secretarias e implantação temporária de turno único.
A mensagem que fica é de transparência
Segundo o prefeito, o governo municipal não está parando as máquinas, mas sim reorganizando o tabuleiro para garantir que o salário do servidor siga em dia e que as obras essenciais não virem esqueletos de concreto. Em tempos de vacas magras na arrecadação estadual e federal, governar com seriedade exige coragem para dizer “não” agora, para que o futuro de Mata não seja comprometido. É um ajuste de rota para manter o desenvolvimento nos trilhos.


