Santiago – RS – (João Lemes) Em 40 anos de profissão, situações assim ainda me chocam. Circula nas redes a imagem da criança agarradinha a uma boneca, e com sérios problemas de comportamento. Mas é preciso responsabilidade. Não se divulga bairro, idade e muito menos nomes de envolvidos. Não é questão de vontade, é dever. Existe lei, existe cuidado, existe limite.
O que se tem até agora são indícios e relatos. A investigação está em andamento e os exames ainda não chegaram. Portanto, existe presunção de inocência. A pressa em julgar, em expor, em espalhar áudios e versões só atrapalha. Isso não ajuda a vítima e não ajuda a Justiça.
No entanto, há relatos preocupantes sobre possíveis abusos, inclusive há falas da própria mãe que circulam de forma irresponsável, menosprezando a menina. Tudo isso precisa ser apurado com seriedade. A criança já não está mais no ambiente onde havia risco, o que é fundamental neste momento. O suspeito está preso.
Se os fatos forem confirmados, a lei será dura. As penas para esse tipo de crime são altas e vêm sendo aplicadas; daria de 10, 18 a 20 anos (mera suposição). Não falta lei. O que não pode faltar é responsabilidade. Inclusive, se houver comprovação, outras pessoas ao redor podem responder por omissão ou conivência.
Vai aqui meu reconhecimento ao Conselho Tutelar, que atuou junto com a polícia no hospital, em toda a madrugada aplicando medidas e protegendo a criança.
Agora é aguardar. Menos julgamento, menos exposição, mais seriedade. A verdade precisa vir pelos caminhos certos.
ABAIXO, A ORRÊNCIA E A PRISÃO
A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã deste domingo (5), um indivíduo suspeito de abuso sexual contra uma criança. O crime teria ocorrido na última quinta, na residência onde ambos conviviam.
Investigação e prisão Após o registro da ocorrência, diligências investigativas fundamentaram o pedido de prisão preventiva apresentado pelo delegado plantonista. A medida recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi deferida pelo Judiciário.
Encaminhamento O investigado foi conduzido à delegacia de Santiago para os trâmites legais. Na sequência, foi recolhido ao presídio.
Fonte:Polícia Civil
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