Foram apreendidas 87 caixas, somando 43.500 maços de diversas marcas paraguaias
Capão do Cipó – RS – (Vale do Jaguari / Próximo a Santiago) – Se alguém achava que o interior de Capão do Cipó era lugar pacato para esconder o contrabando, a tarde desta quarta-feira (8) provou o contrário. Em uma operação cirúrgica, a Draco de Santiago e a Polícia Rodoviária Federal localizaram um depósito clandestino lotado de cigarros estrangeiros. No total, foram apreendidas 87 caixas, somando 43.500 maços de diversas marcas paraguaias. A carga, que não tinha um único papel de origem, representa um golpe de R$ 261 mil no bolso das organizações que operam na fronteira.
O crime em casa de família
A mercadoria estava escondida em uma propriedade rural que funcionava como entreposto para a distribuição na região. Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais encontraram as caixas empilhadas em uma casa que servia exclusivamente de armazém para o contrabando. A proprietária do local, uma mulher de 53 anos, foi detida e levada à Polícia Civil de Santiago. Embora o crime de contrabando muitas vezes pareça “inofensivo” para quem compra, ele financia diretamente o poder de fogo de facções que aterrorizam o RS.
Radar das fronteiras
A operação faz parte da “Operação Protetor das Fronteiras e Divisas”, que tem apertado o cerco contra as rotas de descaminho no estado. A pergunta que fica no ar é: será que Capão do Cipó conseguiria pitar tudo isso sozinho? Obviamente não. O volume indica que a cidade estava sendo usada como estratégia logística para abastecer mercados de toda a Região Central e Fronteira Oeste. Com o material apreendido e a dona do depósito sob investigação, a polícia agora foca em identificar quem são os verdadeiros “donos” da carga que tentam transformar o interior gaúcho em terra sem lei.
Redação, João Lemes; Fonte: DRACO / PRF 🚔
E você? Acha que o contrabando de cigarros é um crime menor ou entende que cada maço vendido financia o crime organizado que traz armas e drogas para a nossa região? O sonho de uma sociedade segura não nasce da conivência com o “baratinho” ilegal, mas da percepção de que todo dinheiro sujo acaba alimentando a violência que bate à nossa porta.
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