Antigamente, se eu não fosse para a escola, meu pai me deixava mais marcado que pneu de trator no barro e ninguém ia preso. Hoje a coisa está uma boca muito braba.
Passo de Torres – SC – (ARAPONGA) Uma mulher de 47 anos acabou atrás das grades depois de perder a paciência com a filha de 13 anos. A guria não queria ir para a escola de jeito nenhum e a mãe resolveu resolver a lida no braço. O problema é que a pequena chegou no colégio com marcas pelo corpo e os professores chamaram a polícia na hora.
Cinta e pescoço
A mãe não negou o fato. Contou para os policiais que segurou a menina pelo pescoço e deu uns golpes de cinta para ver se ela se abobava e ia estudar. O Conselho Tutelar entrou no meio da confusão para garantir que a adolescente não apanhe mais. No fim das contas, a mulher foi presa em flagrante dentro de casa.
Tempos de dantes
Antigamente a lida era diferente. O vivente que não queria estudar levava um “corretivo” e ainda tinha que agradecer por não ter sido pior. Era o tempo do laço comprido e da chinelada que cantava no lombo. Hoje, se o pai ou a mãe levanta a mão um pouco mais alto, o ferro já vem direto da delegacia. É um paradoxo brabo: se deixa o guri solto, vira um desocupado; se aperta o cerco, o juiz bate o martelo.
Cadeia resolve?
Bater em criança não é certo, isso todo mundo sabe, mas fica a pergunta: será que precisava prender a mãe? Às vezes o sujeito está num sofrenaço, sem saber mais o que fazer com filho rebelde, e acaba virando o bicho. A agressão não se justifica, mas botar na cadeia por um cintaço parece errado também.
O comentário do Araponga
Olha, vou dizer para vocês: Antigamente, se eu não fosse para a escola, meu pai me deixava mais marcado que pneu de trator no barro e ninguém ia preso. Hoje a coisa está uma boca muito braba. E guri que não quer estudar hoje em dia faz a mãe virar notícia de jornal. Mas prender a véia? É muita tutaméia para pouco crime, ou será que não?
Redação, ARAPONGA; Fonte: Oeste Mais
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