Estado – RS – Sabe aquela história antiga de que, quando se carneia um porco, não se perde nem o berro? Pois é pura verdade. O RS é o estado que mais traz pelo de porco do exterior. Só em 2025, os gaúchos compraram 167,8 mil toneladas desse material, o que representa quase 65% de tudo o que entra no Brasil.
Para que serve?
Muita gente não faz ideia, mas o pelo do porco é o segredo de um bom pincel. Seja para pintura artística ou para aquela reforma na parede de casa, as cerdas naturais do bicho são as melhores. Elas têm pontas que se dividem e conseguem segurar a tinta muito melhor do que qualquer fio de plástico (sintético). O pessoal das fábricas chama o pincel de “trincha” e garante que não tem tecnologia que copie a qualidade do pelo natural.
Por que importar se temos porcos?
Aí é que está o detalhe: o porco gaúcho é criado para virar carne e banha bem rápido. Como o abate é feito com o animal ainda jovem, o pelo não tem tempo de crescer e ficar firme o suficiente para virar pincel. Por isso, a solução é buscar as cerdas na China, onde os animais são mais velhos e têm pelos mais altos e resistentes.
Mão de obra cara
Trazer esse material de fora está ficando cada vez mais pesado para o bolso. Na China, o povo está procurando outros empregos e ninguém mais quer ficar separando pelo de porco na mão. Com isso, o preço sobe e algumas empresas tentam usar cerdas sintéticas, mas o resultado na parede não é o mesmo. O RS segue liderando essa importação porque é aqui que estão as maiores fábricas de pincéis do país.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH e Acsurs 🖌️
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