São Paulo, SP – Renato Bolsonaro, o irmão mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sentindo na pele o que é o “fogo amigo” na política. Pré-candidato a deputado federal, ele virou o centro de uma polêmica dentro do PL por ter ficado com o número 2222, que era de Eduardo Bolsonaro. O número é considerado um “puxador de votos” e gerou inveja em candidatos veteranos que acham que Renato, por ser novato, não deveria ter esse privilégio.
“Peçam ao Valdemar”, diz Renato
Em entrevista à revista Veja, Renato não mandou recado e disse que a escolha do número foi uma sugestão de Valdemar Costa Neto com o aval de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que essa briga é pura vaidade e que, se os outros candidatos se acham tão fortes, não deveriam precisar de um número específico para ganhar a eleição. Para ele, o que importa é a unidade do partido para recuperar os votos que a sigla perdeu com a saída de nomes como Carla Zambelli e Ricardo Salles.
Aposta da família e do partido
Mesmo tendo perdido as sete eleições que disputou anteriormente, Renato acredita que desta vez o cenário é diferente por ser uma eleição proporcional. Ele se vê como o sucessor natural do espólio de votos da família em São Paulo, destacando que tem a mesma fisionomia e ideologia do irmão. O objetivo do PL é que ele ajude a carregar a legenda e eleja uma bancada grande de deputados federais.
Apoio a Flávio Bolsonaro e críticas à Justiça
Sobre a sucessão presidencial, Renato foi enfático: seu candidato é o sobrinho, Flávio Bolsonaro. Ele acredita que Flávio tem um perfil mais conciliador que o de Jair e que será o próximo presidente do Brasil. Além disso, criticou duramente a situação do irmão, que cumpre prisão domiciliar, classificando as medidas judiciais contra o ex-presidente como “perseguição” e “picuinha”.
Relação com Tarcísio de Freitas
Quanto ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Renato afirmou que ainda não foi procurado por ele para esta eleição, mas que mantém o respeito. Ele lembrou que ajudou muito Tarcísio na campanha passada e que seguirá a orientação do irmão Jair sobre como se posicionar. Renato segue visitando cidades e lideranças, tentando transformar o sobrenome famoso em uma cadeira em Brasília.
Toda família na política?
Brasília, DF – Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, tenta uma vaga de deputado no Distrito Federal enquanto busca autorização para atuar como cuidador de Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. O nome dele entrou na decisão do ministro Alexandre de Moraes, que cobrou explicações sobre a qualificação profissional.
Torres já é conhecido no Distrito Federal. Ele disputou eleição em 2018 e 2022, mas não se elegeu. Durante o período em que Bolsonaro esteve na Polícia Federal, era ele quem levava as marmitas ao ex-presidente.
Fonte: VEJA.
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