Bagé – RS – (Região da Campanha) – A seca não dá trégua e os moradores de Bagé vão ter que continuar economizando água pelo menos até a metade do ano. O Departamento de Água, Arroios e Esgoto (Daeb) confirmou que o racionamento iniciado em fevereiro deve ser mantido, já que a previsão de chuva forte só aparece para os meses de junho e julho. Até lá, as torneiras vão continuar secas em boa parte do dia.
Barragens em nível crítico
A situação das reservas de água é de assustar. Desde que a restrição começou, o nível dos reservatórios baixou quase três metros. Para se ter uma ideia do drama, a barragem Sanga Rasa está mais de sete metros abaixo do nível normal. Já a barragem Piraí registra quase quatro metros negativos. As poucas chuvas que caíram nas últimas semanas não serviram nem para “sujar o barro” e os reservatórios seguem minguando.
Rotina de balde na mão
Para tentar esticar o pouco que resta, a cidade foi dividida em dois setores. O fornecimento funciona assim: a água corre por 36 horas e depois é cortada por 12 horas para cada região. Isso tem mudado a rotina de todo mundo, desde quem precisa lavar a louça em casa até o comércio. No setor de serviços, como os salões de beleza, o gasto extra com reservatórios e pressurizadores é o que tem garantido que as portas não fechem.
História que se repete
Essa não é a primeira vez que o bageense sofre com a falta de água. No ano passado, a cidade também enfrentou quase cinco meses de torneiras vazias. O cenário agora é muito parecido e, enquanto a chuva de verdade não der as caras, a prefeitura não tem como liberar o abastecimento total. O jeito é cuidar cada gota, pois o inverno ainda parece longe para quem está com a caixa d’água no fim.
Redação, João Lemes; Fonte: Daeb e GZH 💧
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