Vargeão – SC – (Região de Xanxerê) – O Dia das Mães teve um sentido muito mais profundo para Ironi Aparecida Cavalheiro, de 50 anos. Há quase seis anos, ela parou a própria vida para se tornar os braços e as pernas do filho, Diego Alencar Batisti, hoje com 36 anos. Em 2019, um acidente de trabalho em uma indústria de papel mudou o destino da família e transformou a rotina de Ironi em uma jornada de fé e dedicação integral.
Acidente que tirou o chão da família
Tudo aconteceu em novembro daquele ano, quando uma madeira de dois metros atingiu o peito e a cabeça de Diego, causando um traumatismo craniano seríssimo. No hospital em Chapecó, os médicos não davam esperança e chegaram a pedir que a família se despedisse, pois o quadro era irreversível. Mas Ironi, com uma força que só mãe tem, bateu o pé e insistiu que Deus daria um jeito do filho sobreviver.

Milagre e noites em claro
Após uma oração desesperada em uma gruta, Ironi recebeu a notícia de que os sinais vitais de Diego haviam voltado. Ele ficou 60 dias internado e, ao voltar para casa, a moradora passou seis meses sem pregar o olho direito, alimentando o filho por sonda e cuidando da traqueostomia a cada três horas. Ela deixou o emprego e a vida ativa que levava para garantir que Diego tivesse a melhor reabilitação possível, incluindo viagens para centros de referência no país.

Exemplo de superação e carinho
Hoje, Diego fala com dificuldade, mas entende tudo e participa da vida em casa ao lado das duas filhas e da mãe corajosa. Ironi afirma que não se arrepende de nada e que faria tudo de novo se fosse preciso. Para outras mães que passam por provações parecidas, ela deixa o recado de nunca desistir e sempre erguer a cabeça, pois o amor e o cuidado são capazes de criar uma nova felicidade mesmo em meio às limitações.
Redação, João Lemes; Fonte: Oeste Mais e arquivo pessoal
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