“Dr. Bactéria” fala da contaminação em produtos da Ypê alerta: bactéria oportunista

O especialista Roberto Figueiredo afirma que o risco maior é para pessoas com a saúde fragilizada

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Amparo – SP – (Região de Campinas) – O famoso “Dr. Bactéria” trouxe explicações importantes nesta segunda-feira (11) sobre o que está acontecendo com os produtos da marca Ypê, que viraram alvo da Anvisa. A bactéria encontrada, chamada Pseudomonas aeruginosa, é do tipo oportunista, ou seja, ela fica na espreita esperando a resistência do corpo baixar para atacar. O biomédico explicou que o detergente não é feito para matar bactérias, mas sim para limpar, e que pode ter havido uma falha no princípio ativo que impede o crescimento desses bichos no frasco.

Os grupos que precisam redobrar o cuidado
A contaminação não atinge todo mundo da mesma forma, mas o perigo é real para quem faz parte dos grupos de risco. Idosos com mais de 60 anos, diabéticos, gestantes, crianças pequenas e pessoas que já estão com alguma doença são as vítimas preferidas dessa bactéria. O biomédico acredita que o problema pode ter vindo da água usada na fábrica ou até de alguma falha na hora de encher as garrafas e estocar o produto.

A suspensão da proibição e o recurso da empresa
A Ypê não ficou de braços cruzados e entrou com um recurso administrativo que suspendeu a proibição de fabricar e vender os itens. Mesmo assim, a Anvisa continua batendo na tecla de que o consumidor deve ficar de olho. A orientação é não usar os 23 itens que tenham lotes terminados com o número 1. A empresa diz que está colaborando com as autoridades e que o recurso serve para apresentar novos dados técnicos e garantir que tudo está dentro das normas.

O que fazer com o produto em casa
O Dr. Bactéria testou algumas amostras em seu laboratório e não encontrou nada de errado, o que indica que o problema pode ter sido em lotes muito específicos ou já resolvido. De qualquer forma, quem tiver lava-louças, desinfetantes ou lava-roupas líquidos da marca com final de lote 1 deve ficar atento. A Anvisa é o órgão que “policia” o que a gente usa e, até que saia um veredito final nos próximos dias, o melhor é seguir a recomendação de segurança para evitar qualquer sofrenaço na saúde.

Redação, João Lemes; Fonte: Rádio Gaúcha.

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