Santa Maria – RS – Uma moradora sentiu na pele o prejuízo de acreditar em conversa fiada pelo celular. A mulher, que tinha contratado uma empresa de São Paulo para revisar os juros do financiamento do seu carro, acabou sendo vítima de um estelionato bem armado. Os bandidos se passaram por funcionários do escritório de advocacia e até por um juiz para convencer a vítima a fazer transferências em dinheiro.
Teatro por vídeo
A coisa foi tão bem montada que os criminosos marcaram dia e hora para falar com a mulher pelo WhatsApp. Na conversa, disseram que ela tinha ganhado a causa e mandaram um link para uma videochamada com um sujeito que se dizia o juiz do caso. Esse falso magistrado, com uma lábia de mestre, foi guiando a moradora para que ela entrasse no aplicativo do banco e autorizasse operações, jurando que o dinheiro voltaria para a conta dela logo depois.
Celular resetado e prejuízo no bolso
Para não deixar rastro e ganhar tempo, o bandido pediu que ela usasse outro telefone enquanto fazia o Pix. Assim que o dinheiro caiu na conta dos golpistas, o celular da vítima deu um “estouro” e resetou sozinho, apagando tudo. Só aí ela se deu conta que tinha caído no conto do vigário.
A polícia entra na lida
A moradora procurou a delegacia, entregou os comprovantes e as fotos das conversas para a polícia tentar rastrear os sujeitos. Agora, o caso está sob investigação para saber quem são os “doutores” da malandragem que estão usando o nome da justiça para roubar o povo. Fica o alerta para a comunidade: juiz não faz videochamada para pedir transferência bancária e, quando a esmola é demais, até o santo desconfia.
Redação, João Lemes; Fonte: Polícia Civil e Diário de Santa Maria 🎙️
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