São Paulo – SP – O financiamento de produções de cinema voltou a virar assunto e colocou o longa-metragem Lula, o Filho do Brasil sob os refletores. A cinebiografia, lançada na temporada de 2010, custou 12 milhões de reais e não utilizou verba pública. Segundo a produtora Paula Barreto, todo o caixa necessário para colocar o projeto de pé veio de 18 empresas investidoras.
Gigantes no negócio
A lista de quem colocou dinheiro na produção reúne grandes marcas do mercado nacional, como Ambev, Oi e EBX, além de montadoras como Volkswagen e Hyundai. O grupo de apoiadores também contou com empreiteiras conhecidas, como Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e a JBS. Anos mais tarde, algumas dessas firmas acabaram envolvidas em investigações de corrupção, embora decisões recentes da Justiça tenham anulado diversas condenações por erros nos processos.
Público e elenco
A história narra a trajetória do presidente Lula desde a infância pobre até os tempos em que liderava o sindicato dos metalúrgicos nos anos 80. Com direção de Fábio Barreto e Marcelo Santiago, o filme levou 848 mil espectadores aos cinemas. No elenco principal, Rui Ricardo Diaz deu vida ao protagonista, acompanhado de Glória Pires como Dona Lindu e Juliana Baroni interpretando Marisa Letícia.
Produção de Bolsonaro
O assunto do dinheiro privado no cinema esquentou de vez por causa de suspeitas em outra obra, o longa Dark Horse. O site The Intercept Brasil revelou que um banqueiro teria colocado 61 milhões de reais no projeto por meio de um fundo americano, valor muito acima do padrão. O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter recebido repasses do projeto e a Federal agora apura se parte da dinheirama foi desviada para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Redação, João Lemes; Fonte: g1 e The Intercept Brasil 🎬
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