Mais uma vez a polícia apreende uma grande carga de cigarros contrabandeados. Desta vez foram 12,5 mil maços em Humaitá – RS. Amanhã serão mais 20 mil. Depois mais 50 mil. E assim segue um comércio ilegal que parece não ter fim. O cigarro entra pelas fronteiras, cruza estradas, abastece cidades pequenas e grandes centros e movimenta milhões para quadrilhas que vivem justamente da fraqueza humana e do famoso “mais barato”.
O problema é muito maior
Muita gente compra esse cigarro pensando apenas no preço. Poucos param para pensar no que realmente estão colocando no pulmão. O cigarro comum já é considerado um dos produtos mais nocivos do planeta. Tem milhares de substâncias tóxicas e dezenas comprovadamente cancerígenas. Agora imagine um cigarro clandestino, produzido sem fiscalização, muitas vezes em fábricas improvisadas, misturado com produtos desconhecidos e sem qualquer controle sanitário.
Parte do fumo pode até sair do RS, seguir para o Paraguai e voltar transformado em um produto adulterado. Em outros casos, o cigarro é fabricado em galpões clandestinos aqui mesmo no Brasil. O consumidor fuma sem saber o que existe ali dentro. Pode haver restos químicos, fungos, sujeira e misturas ainda mais perigosas. É um veneno multiplicado.
O barato custa caro
O sujeito economiza alguns reais hoje e depois gasta muito mais tentando recuperar a saúde. Quando não perde a própria vida lentamente. O cigarro barato alimenta o câncer, os problemas respiratórios, as doenças do coração e ainda fortalece organizações criminosas que usam esse dinheiro para outros crimes.
Enquanto existir mercado, vai existir contrabando. Essa é a verdade que pouca gente gosta de admitir. Não existe prisão suficiente para acabar com isso sozinho. A apreensão ajuda, a polícia faz sua parte, mas o consumidor também sustenta essa engrenagem quando escolhe o ilegal porque custa menos.
O Brasil precisa discutir isso com mais seriedade. O contrabando de cigarros deixou de ser apenas uma questão tributária faz muito tempo. Virou problema de saúde pública, segurança e consciência coletiva.
Redação, João Lemes. Fonte: Brigada.
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