O Combate ao abuso e à exploração sexual infantil

A juíza Ana Paula Nichel Santos destaca a importância da conscientização, da escuta protegida e do papel das famílias e escolas na proteção de crianças e adolescentes

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Santiago/RS – A campanha Maio Laranja intensifica em Santiago as ações de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. O tema foi destaque durante entrevista da juíza titular da 2ª Vara da Comarca de Santiago e do Juizado da Infância e Juventude, Ana Paula, ao podcast “Nova Pauta – Estação NP”.

Entre as ações realizadas em Santiago neste ano estão a implantação do Comitê Municipal da Escuta Protegida, capacitações para professores das redes municipal, estadual e privada, além de treinamentos para profissionais da saúde e assistência social. O Conselho Tutelar também promoverá sessões de cinema com adolescentes e rodas de conversa sobre o tema, além da tradicional caminhada de conscientização pelas ruas da cidade.

Escola tem papel essencial na identificação dos sinais

A juíza destacou que a escola ocupa posição estratégica na proteção das crianças e adolescentes, por ser um dos principais espaços de convivência e observação do comportamento infantil. Conforme a juíza, professores e educadores precisam estar preparados para identificar mudanças comportamentais, sinais físicos e emocionais que possam indicar situações de violência. Ela também alertou que a violência sexual nem sempre deixa marcas físicas e pode ocorrer de forma presencial ou virtual.

Segundo a magistrada, situações de constrangimento pela internet, ameaças e exploração virtual também configuram violência sexual e exigem atenção das famílias e das autoridades.

Violência sexual x ambiente familiar

Outro ponto abordado foi a dificuldade das vítimas em denunciar os abusos, especialmente porque grande parte dos casos ocorre dentro do ambiente familiar ou entre pessoas próximas. A magistrada reforçou que muitas crianças não conseguem compreender que estão sendo vítimas ou sentem medo e culpa ao relatar os fatos.

Ana Paula enfatizou ainda que os adultos têm responsabilidade direta na proteção das crianças, principalmente na orientação sobre limites do corpo, confiança e diálogo. Ela defendeu que pais e responsáveis conversem abertamente com os filhos e estejam atentos a qualquer sinal de mudança de comportamento.

A campanha Maio Laranja tem como marco nacional o dia 18 de maio. E busca ampliar a conscientização sobre a prevenção e o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes em todo o país.

LEIA TAMBÉM: Saúde mental une profissionais e comunidade

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