São Paulo/Nacional – (Notícia do Centro do País) – O tempo fechou feio para o lado da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra. Ela foi presa na manhã desta quinta-feira (21) em uma baita operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela polícia. A investigação aponta que a famosa está atolada até o pescoço em um esquema pesado de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as autoridades, Deolane teria recebido mais de R$ 1 milhão da facção para dar uma aparência legal ao dinheiro sujo.
O cerco é gigantesco e o chefe máximo do bando, Marco Herbas Machado, o Marcola, também é alvo da canetada da Justiça, junto com o irmão dele e dois sobrinhos que estão no exterior. No total, a operação cumpre seis mandados de prisão preventiva e bloqueou nada menos que R$ 357,5 milhões das contas dos envolvidos, além de recolher 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões.
Como funcionava a malandragem
Os policiais descobriram que o bando usava uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau (SP) para movimentar a grana ilícita. A malandragem começou a vir à tona ainda em 2019, quando bilhetes foram apreendidos com presos na cadeia.
Ao puxarem o fio do novelo e quebrarem o sigilo do celular do operador financeiro do PCC, os agentes deram de cara com transferências direto para as contas de Deolane. Para despistar a fiscalização, os criminosos faziam depósitos fracionados de valores menores, o chamado “smurfing”. Além do milhão recebido na conta física, outra bolada de R$ 716 mil entrou nas empresas da influenciadora sem nenhuma explicação ou serviço prestado. Só em nome de Deolane, a Justiça mandou congelar R$ 27 milhões.
Segunda vez atrás das grades
Essa não é a primeira vez que a famosa vai parar no xilindró. Em setembro de 2024, ela já havia recebido o atraque da polícia de Pernambuco por envolvimento com jogos ilegais e lavagem de dinheiro, chegando a passar 20 dias trancada na Colônia Penal Feminina de Buíque. Agora, com a Operação Vérnix batendo à porta, a Justiça paulista decretou a prisão preventiva por entender que o bando é altamente perigoso, sofisticado e tinha risco real de fuga para fora do país.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH/Zero Hora 🚔
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