Brasília, DF – O governo do presidente Lula vinha se posicionando contra a proposta dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A principal preocupação do Planalto era que a medida pudesse abrir margem para ações internacionais sob justificativa de combate ao narcoterrorismo.
Durante entrevista recente, Lula afirmou que o enfrentamento às facções criminosas deve ser responsabilidade das forças brasileiras. O presidente destacou a aprovação da chamada “lei antifacção” e afirmou que o país já possui mecanismos próprios para combater o crime organizado. Integrantes do governo também citaram riscos à soberania nacional caso outros países passassem a tratar o tema como ameaça terrorista internacional.
A ministra Gleisi Hoffmann já havia declarado que o governo era “terminantemente contra” a equiparação das facções ao terrorismo. Segundo ela, pela legislação internacional, grupos terroristas possuem motivação política ou ideológica, o que não se encaixaria no perfil de organizações criminosas voltadas ao tráfico e ao lucro. Especialistas em segurança pública também alertaram que essa classificação poderia transformar um problema policial em questão de segurança de Estado, trazendo consequências diplomáticas e estratégicas para o Brasil.
Fonte: Revista Veja.
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