Estado – RS – O Sindióptica-RS buscou o Ministério Público para acabar com a prática de venda casada no estado. A manobra consiste em oferecer consultas oftalmológicas gratuitas para atrair clientes e, logo depois, forçar a compra de óculos com preços abusivos. O diretor-executivo do sindicato, Roberto Tenedini, entregou ao promotor André Marchesan um dossiê detalhando como empresas vindas do Sudeste e Centro-Oeste operam em municípios gaúchos. (O NP publica esses dados em nota a pedido do sindicato e do Ministério Púbico)
Entenda o esquema
O alerta é para que os consumidores não caiam na armadilha. Essas empresas se instalam de forma temporária nas cidades e usam profissionais que, segundo o sindicato, não possuem a habilitação necessária. O objetivo final não é a saúde ocular, mas o lucro alto com a venda de produtos ópticos. Além de irregular, a prática desrespeita o Código de Defesa do Consumidor e prejudica o comércio local que trabalha dentro da lei.
Ação em várias cidades
O problema já foi identificado em mais de 15 municípios, como Bento Gonçalves, Santa Maria, Canoas, Capão da Canoa e Tramandaí. Tenedini ressalta que, em alguns casos, as prefeituras acabam permitindo a instalação dessas estruturas sem a devida fiscalização. Além do Ministério Público, o sindicato acionou o Procon-RS, o Cremers e o Simers para tentar frear essa onda de abusos e proteger a população e os lojistas do RS.
Redação, João Lemes; Fonte: Sindióptica-RS 👓
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