Estado – RS – A proposta de uma nova retaliação comercial dos Estados Unidos contra produtos brasileiros gerou alerta nas entidades empresariais gaúchas. O governo americano, sob a gestão de Donald Trump, sinalizou a possibilidade de aplicar uma taxa de 25% sobre diversos itens importados do Brasil. A decisão final está prevista para o dia 15 de julho e, caso se confirme, pode repetir o cenário de incertezas vivido no ano passado.
O impacto na economia gaúcha
Levantamentos preliminares das entidades mostram que o setor produtivo do RS seria fortemente atingido. Segundo a Farsul, cerca de 74,9% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho aos Estados Unidos poderia sofrer com as novas tarifas, com destaque para o fumo e produtos florestais. Já a Fiergs indica que 86,7% das exportações industriais do RS seriam afetadas, o que preocupa pela perda de competitividade e pelo risco de queda no PIB estadual.
Caminho de incertezas
Embora o governo americano tenha deixado de fora produtos essenciais, como carne bovina e café, especialistas avaliam que a instabilidade gerada pela ameaça de taxação é prejudicial. O vice-presidente da Federasul, Rodrigo Velho, destaca que setores como máquinas agrícolas e calçados seguem sendo prejudicados pelos conflitos comerciais. Além do efeito direto nas vendas, analistas apontam que o clima de tensão pode afastar investimentos estrangeiros e pressionar o câmbio, exigindo cautela e novas estratégias por parte dos empresários gaúchos.
Redação, João Lemes; Fonte: Bruna Oliveira / GZH 🌎
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