Santiago/RS – Envelhecer não significa ficar parado dentro de casa. Aos 86 anos, Tereza Corcini Viero virou exemplo de que a terceira idade também pode ser tempo de realizar sonhos, viajar. Reencontrar pessoas e viver novas experiências ao lado da família. Natural de São Chico de Assis, da localidade de Toroquá. Viúva de Orlando Ronchi Viero, de Pinheiro Bonito, dona Tereza dedicou boa parte da vida aos filhos Gorete, Rosa Eli, Antônio Dorsay, Nice e Tiago. Ao lado do marido, viveu muitas viagens para visitar os filhos que moravam longe do RS. Juntos, conheceram lugares em Mato Grosso do Sul, Rondônia, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Como muitas mães, abriu mão de sonhos pessoais para cuidar da família e garantir estudo e oportunidades aos filhos. Hoje, recebe de volta o carinho, os cuidados e a companhia constante da família.
Sonhos realizados
Após perder o marido em 2021, dona Tereza enfrentou momentos difíceis de saúde. Ela ficou internada por três meses em Porto Velho, onde mora um dos filhos, e passou por uma cirurgia cardíaca delicada. Depois da recuperação, voltou a sonhar alto. Nos últimos anos, dona Tereza conheceu lugares que imaginava desde menina. Entre eles, a Itália, terra natal de seu pai, Emílio Corsini. Aos 84 anos, ela percorreu cidades da região da Lombardia e visitou Romanengo, onde o pai nasceu.
Emocionada, foi recebida pelo prefeito da cidade italiana durante a visita às origens da família., e conheceu lugares como Milão, Veneza, Vaticano e Roma. Dona Tereza também conheceu Pernambuco, visitou praias do Nordeste e acompanhou a encenação da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém. Em cada viagem, a presença dos filhos transformou os momentos em lembranças especiais. A família lembra que ela e Orlando enfrentaram muitas dificuldades ao longo da vida. Mas nunca perderam a fé e a esperança. E o hábito de ajudar outras pessoas.
Exemplo de vida
A rotina de dona Tereza também é marcada por reencontros familiares, momentos de fé e convivência. Um dos encontros mais emocionantes aconteceu recentemente com a madrinha de infância, após décadas. A história dela reforça uma realidade cada vez mais presente entre idosos que chegam à melhor idade com disposição para aproveitar a vida. Mais do que descanso, envelhecer também pode ser tempo de descobrir novos caminhos, fortalecer vínculos e continuar sonhando.

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