Rio de Janeiro – O helicóptero PR-DJJ, envolvido na colisão aérea que matou seis pessoas na manhã de domingo (14), fazia parte de um acordo com a prefeitura carioca que agora está sendo analisado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A aeronave, registrada para uso privado, oferecia horas de voo ao município em troca da autorização para utilizar o heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas, uma das áreas mais valorizadas para operações de helicópteros na cidade.
Contrapartida pode contrariar regras da aviação
Documentos mostram que o proprietário da aeronave assinou, em abril de 2025, um termo de compromisso com a prefeitura. Pelo acordo, uma hora de voo era cedida ao município a cada 24 pousos realizados no heliponto ou a cada 60 dias. Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que, mesmo sem pagamento em dinheiro, o benefício recebido pelo operador caracteriza uma vantagem econômica. Questionada, a Anac foi direta ao afirmar que aeronaves registradas para transporte privado não podem receber qualquer tipo de compensação para realizar voos.
Tragédia segue sob investigação
O acidente ocorreu pouco antes das 9h de domingo, quando dois helicópteros colidiram no ar e caíram sobre um pátio de veículos na Avenida das Américas. Além das seis mortes, cerca de 15 carros elétricos foram destruídos pelo incêndio provocado pela queda. O caso está sendo investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), enquanto a Anac também avalia a legalidade dos acordos semelhantes mantidos pela prefeitura com outros operadores de helicópteros. Até a publicação da reportagem original, nem o proprietário da aeronave nem a prefeitura haviam se manifestado sobre o assunto.
Fonte: Portal O Tempo.
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