São José do Norte – RS – (Região de Pelotas) – A maior cidade produtora de cebola do estado deu a largada para a safra 2026/2027. O trabalho envolve cerca de mil agricultores que buscam virar a página após um ano de produção farta, mas com pouco dinheiro no bolso. A área de plantio, que ocupa mais de 1.500 hectares, já começa a receber as mudas, apesar dos desafios com a falta de chuva no início do período.
O prejuízo que ficou na memória
Na temporada passada, o campo respondeu bem e a colheita passou das 40 toneladas por hectare. O problema foi o mercado: com tanta oferta em outras regiões do país, o preço da cebola despencou. Enquanto o custo para produzir cada quilo passava de 1,30 real, muitos agricultores acabaram vendendo por menos de 50 centavos. Sem ter onde guardar a produção, muita gente se viu obrigada a entregar a mercadoria por qualquer valor logo na colheita.
Tecnologia e clima no campo
Para tentar reduzir os custos e resolver a falta de gente para trabalhar no campo, os produtores estão investindo pesado em máquinas. Além da mecanização, o olhar agora está todo voltado para o céu. A preocupação é com a chuva na época da colheita, já que o excesso de água pode estragar a qualidade do produto depois de arrancado. Mesmo com os riscos, a expectativa para este ano é mais otimista, com a projeção de que o mercado estabilize e o preço ao produtor chegue perto dos 2 reais por quilo.
Redação, João Lemes; Fonte: Emater e GZH 🧅
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