Brasília, DF – O ministro Alexandre de Moraes, pediu que a Procuradoria da República (PGR) se manifeste em até 48 horas sobre uma possível falta grave envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O caso começou após uma arma de fogo ser apreendida pela Polícia Militar durante uma abordagem a um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). No depoimento à Polícia Civil, Bolsonaro afirmou que a arma era dele e disse que a mantinha em casa durante a prisão domiciliar, justificando que não queria ficar desarmado.
“Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”, afirmou o ex-presidente.
Na decisão, Moraes aponta que a conduta pode se enquadrar como falta grave, nos termos da Lei de Execução Penal, por posse indevida de instrumento capaz de causar risco à integridade física. Caso a irregularidade seja confirmada, pode haver impacto na manutenção da prisão domiciliar, atualmente cumprida por Bolsonaro após condenação a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-presidente afirma que a arma foi entregue após ser constatada falha mecânica e que o armamento estaria sem funcionamento por intervenção da equipe de segurança. A Procuradoria-Geral da República deve se manifestar no prazo definido pelo ministro.
Fonte: Metrópoles.
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